sábado, janeiro 27, 2007

Arnaldo e os grandes portugueses - #5 - Cunhal

Álvaro Cunhal ficou entre os melhores portugueses devido a uma gralha num jornal em 1945.

Álvaro Manuel Tiago Cunhal era um simples homem do campo. Era dono de uma estufa de flores em Estarreja. Desde sempre, as rosas, os cravos e as geribérias foram a sua verdadeira paixão. Como era bastante conhecedor das propriedades das flores, assinava uma coluna de opinião no Borda d’água. Essa coluna fez tanto êxito, que os jornais da época falaram com sucesso de um “comunista”que escrevia num jornal. Basicamente, algum o corrector automático funcionou mal. A verdade é que essa história de “comunistas” rendeu bom dinheiro….e o pobre colunista numa mais teve uma vida pacata.

Em Portugal dos anos 40, 50 e 60, houve uma praga de piolhos nos cravos o que fez que os serviços de Álvaro fossem muito procurados: andou por montes e vales e chegou a andar 5 dias e 5 noites sem comer. O seu sonho secreto era criar uma campanha de marketing que mostrasse ao povo português a beleza do cravo. Até então, apenas o feto era símbolo de beleza, enfeitando os altares bem como os leitos conjugais.

Cunhal andou anos a organizar um movimento em que a ideia era uma pequena aldeia a ser invadida por tanques de lavar a roupa. O contraste entre o verde e o vermelho, faziam lembra a bandeira nacional, e isso comovia o senhor.

Todavia, o plano acabou por ser gorado e teve mesmo que ser uma grande cidade que teve os soldados de verde e os cravos vermelhos. Anos mais tarde Cunhal dizia “Por acaso tive sorte. Assim ficou melhor. E os cravos estavam mesmo fresquinhos, pois coloquei-os num vaso com gelo” in Memória do Colunista Álvaro



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Mas Cunhal foi mais que um simples homem de flores. Dado ter perdido para o Eng. Sousa Veloso a apresentação do TV Rural, Cunhal vai para os Estados, onde participa como duplo do professor maluco dos filmes do “Regresso ao Futuro”.

Dado o reconhecimento tardar, volta para Portugal, onde mais um choque entristece a sua vida: Maria José Valério coloca-o em tribunal argumentado que a crista verde tem direitos de autor. A verdade é que Cunhal sempre usou poupa verde, mas nunca a registou. Cunhal, passou os últimos anos da sua vida a apagar, de todas as fotografias existentes, esse sinal, sob olhar sinistro de Maria José Valério...


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